sábado, 30 de abril de 2011
A questão da água não está somente no chuveiro ou na torneira. Envolve um plano de recursos hídricos. O que é isso? E no DF, como está?
-fechar a torneira enquanto escova os dentes;
- evitar banhos de chuveiro demorados
e por aí vai.
Mas a questão da água é um muito mais complexa e ultrapassa em muito o alcance do usuário individual. Passa por um plano de gerenciamento de recursos hídricos para cada município brasileiro.
Vamos acompanhar como está a questão no DF?
No link abaixo, há um relato recente da ADASA. Tome conhecimento. Mais adiante, o Projete trará entrevistas com especialistas e pautas dirigidas para o tema recursos hídricos no Distrito Federal.
27/04/2011 - Revisão e atualização do PGIRH tem seu primeiro produto
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Artigo discute possíveis causas do alagamento da UnB
Publicado no Portal UnB.
terça-feira, 12 de abril de 2011
E o PDOT com isso? Alagamento na UnB pode ser um alerta
Brasília, 50 anos. UnB alagada. Problema da UnB?
Alagamento na UnB. Uma torrente de água desce em direção ao lago Paranoá, seguindo o percurso de mais baixo relevo e fez da área de ventilação do ICC um salto de cachoeira.
Acabamos, todos, falando do 'alagamento da UnB', pois foi na UnB que a água parou, foi no ICC que a água formou verdadeiros 'piscinões' e derrubou paredes.
Mas o Sistema Ambiental, sempre, funciona em ciclo. Para entender, não podemos olhar somente para o ICC (temos que olhar, sim, para restaurar, etc), mas devemos voltar os olhos na direção de que veio a água.
Como quem procura um ponto (ou vários pontos) de desequilíbrio no Sistema. Em pleno momento de discussão do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial) na Câmara Legislativa do Distrito Federal, não podemos, mesmo, pensar que o alagamento na UnB é um problema da UnB.
Não é.
É um problema urbano de Brasília, Distrito Federal. Brasília, a cidade que vai precisar se reinventar aos 50anos. Para não sucumbir. Não queremos, certo?
Mãos `à obra, não só na reconstrução dos espaços da UnB, mas em um olhar mais amplo sobre o contexto urbano, as modificações ambientais que estão acontecendo (setores novos a cada dia, ruas qualhadas de faixas de 'lançamentos imobiliários', áreas de reserva progressivamente desmatadas... e por aí vai).
Piscinões
Falando em piscinões, quando começaram em São Paulo, pensa-se 'é um ano ou outro', 'foi um caso esporádico'. Hoje, virou rotina. É esse o caminho para Brasília? Ficaremos, comunidade do Distrito Federal, de braços cruzados esperando os piscinões anuais? depois semestrais? mensais? semanais?
Sobre a questão da drenagem na Asa Norte, veja o link abaixo
http://unbagencia.wordpress.com/2011/04/11/porque-o-icc-alagou/
Outra reportagem, vídeo, produzida pelo Blog A República
http://www.youtube.com/watch?v=39GUbwE05HE&feature=player_embedded
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Alagamento da UnB
De acordo com o twitter de estudantes presentes na universidade, a maior parte dos estragos se encontra no subsolo do Intituto Central de Ciências, o ICC. Segundo os twitts do DCE-UnB, a biblioteca não teve graves prejuízos como o Instituto de Artes, IDA, que perdeu livros e obras do acervo. Os anfiteatros, recém reformados foram destruídos e paredes do subsolo caíram pela força da água.
As aulas estão suspernsas e a Defesa Civil fechou a área para retirada da água por meio de bombas hidráulicas e avaliação das áreas de risco.
Muitas razões são apontadas como agravadoras do alagamento. A falta de locais de escoamento da água é a principal delas, embora possamos questionar quanto à expansão da L3 Norte*. Bocas de lobo não foram construídas de modo suficiente na obra de expansão, possibilitando a descida para a UnB do forte fluxo de água; sem desconsiderar, naturalmente, que o fluxo de água foi maior do que o usual.
*Em tempo, passado o fragor da hora, fotos e informações que circulam dão conta de que a torrente de água partiu de áreas mais elevadas (em termos de relevo) e 'desceu' em direção ao lago Paranoá, área de baixo relevo. No meio do caminho, encontrou a UnB.
A insuficiência das bocas de lobo pode ser constadada pelo fato de que mesmo pequenas chuvas provocam alagamento de água na L3 Norte. Juntam-se outros fatores, como lixo urbano e outros que cabem aos especialistas elucidarem (p.s.: incluindo os canais de escoamento pluvial não só nas imediações da UnB, como citado, mas também em pontos do conjunto Plano Piloto). Da mesma forma, cabe aos especialistas elucidarem, à sociedade civil organizada cobrar e propor, ao jornalismo inquirir por respostas.
Seja no Rio de Janeiro, seja em Brasília, em qualquer lugar catástrofes naturais poderiam ser evitadas, ou minimizadas, se existisse o cuidado necessário no planejamento urbano, como o caso das obras de escoamento na L3 Norte, sem atribuir a isto a causa direta do alamento,mas salta a questão do escoamento na L3 Norte salta aos olhos a cada chuva.
A equipe do Projete se entristece com o ocorrido, se solidariza pelas enormes perdas da UnB-TV, da empresa junior AD&M, do IDA, do ICC e de todos os locais prejudicados.
Esperamos que os estragos não se prolonguem e não prejudiquem as aulas, projetos de pesquisa e extensão.
Fontes:
@dceunb
@felipemalta_
@wemersons
http://www.fac.unb.br/campusonline/
Fotos por Mayara Reis, da rádio CBN e @felipemalta_
Iasminny Cruz, especial para o Projete.


